Direção: Matthew VaughnRoteiro: Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman, Mathew Vaughn
Elenco: Michael Fassbender (Magneto), James McAvoy (Xavier), Kevin Bacon (Sebastian Shaw), Jennifer Lawrence (Mística), Jason Flemyng (Azazel).
Inicio a crítica de hoje fazendo um comentário que faria jus ao que eu vi no filme: o nome deste não deveria ser X-Men First Class, e sim X-Men – Magneto (é claro que o filme não é sobre o Magneto apenas, mas sua participação é tão marcante, e tão superior a qualquer outra, que eu acredito que seria mais justo se fosse dessa forma). O filme se inicia com este, é desenvolvido a maior parte do tempo com a sua presença e tem em seu final uma apresentação do que este veio a se tornar. E não apenas isso, Michael Fassbender, que já teve participações marcantes em 300 e Bastardos Inglórios, consegue criar um Magneto que atinge todos os cantos possíveis e imagináveis do ódio, da compreensão, da amargura, do sofrimento e, por incrível que pareça, da compaixão. Sem exageros, até o momento e na minha opinião, esta foi a melhor atuação do ano.
Logo na primeira cena de X-Men First Class, Bryan Singer já deixa bem claro por que voltou à franquia X-Men: para ajudar a reviver o sucesso que os dois primeiros filmes (escritos e dirigidos por ele) alcançaram. Começamos vendo a mesma cena na qual Eric Lehnsherr (Magneto) é separado dos pais, em um campo de concentração de judeus durante a segunda guerra mundial. É nesse momento que já vemos o trabalho do diretor Matthew Vaughn (do fantástico Kick-Ass e do divertido Stardust) e Singer, traçando um laço que une diretamente o primeiro filme ao First Class, ao mostrar Sebastian Shaw (vivido energicamente e com uma dose certa de maldade por Kevin Bacon) em uma janela observando o jovem que viria a ser Magneto. Shaw, que neste período trabalhava como um médico nazista, vê o potencial do garoto e inicia alguns testes com o menino com intuito de libertar seu poder. Não tendo sucesso, Shaw apela algo mais grave: traz a mãe do menino (não se esqueçam, isso se trata de um campo de concentração, o contato dos dois era nulo até então) para seu “consultório” (a troca de posição da câmera efetuada por Vaughn, revelando uma sala de tortura, imediatamente causa um choque no espectador, e passamos a entender toda a pressão que sofre o jovem Eric), e aponta uma pistola para a mesma. Desesperado o menino tenta passar no teste do médico (onde ele deveria mover uma moeda). Ao falhar, Shaw atira em sua mãe. O ódio toma conta do menino que destrói tudo que era feito de metal na sala. Esta cena é fundamental para entendermos o início do processo de criação do vilão que viria a ser Magneto. Não se trata, então, apenas de um menino que perdeu os pais no holocausto. Trata-se de um menino que nasceu e foi criado com uma forte idéia de vingança, fortalecida pelos traumas que Eric sofreu.
O mais interessante disto tudo é que nós sabemos quem é o Magneto. Sabemos qual o tipo de vilão que ele é e o quanto ele é poderoso. Mas ao vermos pelo que o menino Eric passou, automaticamente ficamos ao seu lado, e o vilão, passa a ser o herói quando, já adulto, procura todos os responsáveis por tudo que sofreu. É evidente que ao fim, sabemos que não estaremos mais ao seu lado (teoricamente), mas mesmo assim vibramos com cada passo em direção a esta vingança e, enquanto ele não a alcança, estaremos apoiando-o. Este é um ponto muito positivo do roteiro, que, logo de início, já nos coloca no “mesmo time” do protagonista do filme, exatamente aquele que sempre tivemos como o grande vilão da história.
Com uma montagem com cenas rápidas (há uma referência aos quadrinhos durante a cena do treinamento), o que beneficia principalmente Azazel (interpretado por Jason Flemyng) com suas excelentes cenas de lutas, desta vez X-Men First Class foca no ponto que sempre foi o diferencial na franquia X-Men: no poder de cada mutante. Afinal, quem aí assiste aos filmes X-Men e não fica empolgadíssimo com todas as façanhas produzidas pelos mutantes do filme?
Apostando nisso, a produção traz diversos mutantes e poderes diferentes, sendo que cada um tem o seu momento para ser apresentado ao espectador, tomando quase metade da produção. Outra decisão muito inteligente de Vaughn e Singer foi de deixar o poder de Sebastian Shaw por último, afinal se tratava do grande vilão do filme, e, nos trailers, o seu poder foi tratado como uma grande incógnita. Apenas no meio do segundo ato que sentimos um “Ok, chega de poderes, vamos à história”. A idéia em geral é excelente, mas, a execução acaba sendo exagerada. Por exemplo, os personagens Riptide, Darwin e Angel (o rapaz que cria tornados, o taxista que “se adapta para sobreviver” e a vespa que cospe bolotas de fogo) são completamente descartáveis. São mutantes com poderes sem graça e não fazem a menor diferença na história. E além do mais, o mutante Riptide, de tão inútil que é, não fala sequer uma palavra o filme inteiro.
Outro ponto importante a ser comentado são os efeitos visuais do filme. Literalmente 8/80. Momentos espetaculares, e momento tosquíssimos. Por exemplo: no ataque de Sebastian Shaw à primeira base dos X-Men, a cena em que os agentes abrem fogo, ele absorve os tiros, e libera a energia explodindo tudo à sua volta é magnífica. De uma qualidade de cair o queixo. Por outro lado, a cena em que Xavier (vivido com uma tranqüilidade contagiante por James McAvoy) e Fera (interpretado por Nicholas Hoult) estão correndo do lado de fora da mansão é péssima. Chega a ser ridículo assistir a uma cena dessas e pensar que ela passou por horas de pós-produção e não foi melhorada. Não consigo entender o que houve para tamanhas divergências no mesmo filme.
O último aspecto técnico que eu gostaria de ressaltar, e o que, junto com a atuação de Fassbender, foi a minha grande satisfação da noite, é a trilha sonora. Foi simplesmente incrível sentir as músicas acompanhando cada cena tensa, cada cena alegre, cada cena vitoriosa, e cada cena desastrosa. Henry Jackman (que já havia feito a trilha de Kick-Ass) acerta em cheio em todas as suas composições, fazendo uma rima visual/sonora perfeita.
Para finalizar vou citar duas cenas maravilhosas, cujo planejamento e execução foram perfeitos: a primeira, ainda no primeiro ato, quando Eric vai à Argentina se vingar de dois oficiais alemães que haviam fugido da Alemanha após o término da guerra. Com uma união perfeita de efeitos visuais, trilha sonora e atuação de todos os atores envolvidos (além de uma bela fotografia amarelada, nos remetendo a um trocadilho visual com um momento “faroeste”, pois, de fato, ocorre um duelo), temos a cena mais empolgante de todas. Não pude deixar de soltar um “O MAGNETO É F%&A” ao fim.
E a segunda cena, no segundo ato, é o instante em que notamos a força do laço existente entre Xavier e Eric, é o momento em que Xavier tenta ensinar o seu amigo a controlar seu poder. Para isto, Xavier entra na mente de Eric e resgata sua lembrança mais feliz. A cena é simplesmente linda. Xavier se emociona junto com o seu amigo, e com isso, vemos uma lágrima escorrendo no seu rosto. A suavidade da fotografia e a delicadeza com que Vaughn carrega a cena é simplesmente emocionante. Contando também com uma atuação digna de aplausos dos dois atores.
Um filme que vai aos extremos nas atuações, nos efeitos visuais, na trilha sonora e em diversos outros aspectos. Passando por momento toscos e momentos memoráveis, no geral, é um excelente filme com cenas que ficarão guardadas por um bom tempo na minha memória. Sem sombra de dúvida.
Nota 4/5
(Veja no post abaixo, a cena onde Magneto usa seu poder para retirar um enorme submarino de dentro da água. Nesta cena podemos ver algumas coisas citadas na crítica acima: note a relação próxima entre Xavier e Magneto, quando o primeiro volta a aconselhar seu amigo no uso de seu poder. Note também os extremos dos efeitos visuais, com uma cena ruim que é quando Magneto aparece junto à roda do avião, e outra excelente, que é a levitação do submarino em si. E não só isso, notem a esperteza de Vaughn em empregar uma câmera lenta exatamente no momento em que Magneto consegue alcançar o máximo de seu poder e ser acompanhado por uma trilha sonora que aos poucos aumenta, fica mais forte e, por fim, triunfante).
PS.: Para quem conhece os personagens do mundo dos X-Men, vai infartar, como eu, com 3 referências no segundo ato. Duas pequenas e uma que é simplesmente espetacular.
mandou mto bem mlq!!
ResponderExcluircomo vc falou em relação aos efeitos especiais, serem 8/80, acho que isso se aplica a varios outros pontos do filme..
o filme se salva nas atuações excelentes dos 3 principais, Fassbender, McAvoy e a Jennifer Lawrence que meudeusdocéu é foda em todos quesitos! e algumas cenas mto iraadas, como as que vc falou, e mais pro final, a dos misseis e da moeda, que sao animais tb.
o desenvolvimento dos personagens foi bem feito tb, mas eu achei que faltou trabalhar um pouco mais o Magneto, sei lah, o sentimento de vingança fica evidente, mas a revolta contra a humanidade inteira, que leva ele a se tornar mesmo Magneto, não me convenceu. Por exemplo, nesse sentido a Mística foi melhor trabalhada, a meu ver.
Agora, o filme ta cheio de coisa ESCROTA, aquele pano de fundo com a tensão EUA X URSS ficou imbecil, os personagens secundários são mongóis, a parte que eles se juntam na mansão é desinteressante, a cena da agente da CIA na boate eh uma das coisas mais ridiculas que eu já vi, e no final a Mística mandando um "Po, Xavier, a gente sempre foi brother, eu sei que vc tá malzão agora que acabou de tomar um tiro, mas se fode aí valeu, sou escrota", isso é diminuir mto os personagens, fica zoado..
mas ai, Kick-ass maneh?? PUTAFILMECHATOOO
"Agora, o filme ta cheio de coisa ESCROTA, aquele pano de fundo com a tensão EUA X URSS ficou imbecil, os personagens secundários são mongóis, a parte que eles se juntam na mansão é desinteressante, a cena da agente da CIA na boate eh uma das coisas mais ridiculas que eu já vi, e no final a Mística mandando um "Po, Xavier, a gente sempre foi brother, eu sei que vc tá malzão agora que acabou de tomar um tiro, mas se fode aí valeu, sou escrota", isso é diminuir mto os personagens, fica zoado.."
ResponderExcluir(1) Gênio da Crítica
auahuahuahauhauha
gayzola... hahahahah
ResponderExcluiraauhuahuahuahau, como eh bom ter leitores que entendem do assunto em questao neh mlq!!
ResponderExcluirahuahauhauahuahauha de fato
ResponderExcluir""Agora, o filme ta cheio de coisa ESCROTA, aquele pano de fundo com a tensão EUA X URSS ficou imbecil, os personagens secundários são mongóis, a parte que eles se juntam na mansão é desinteressante, a cena da agente da CIA na boate eh uma das coisas mais ridiculas que eu já vi, e no final a Mística mandando um "Po, Xavier, a gente sempre foi brother, eu sei que vc tá malzão agora que acabou de tomar um tiro, mas se fode aí valeu, sou escrota", isso é diminuir mto os personagens, fica zoado.."
ResponderExcluir(1) Gênio da Crítica
auahuahuahauhauha "
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