Direção: Duncan JonesRoteiro: Duncan Jones (história), Nathan Parker (roteiro)
Elenco: Sam Rockwell (Sam), Kevin Spacey (voz, GERDY), Dominique McElligott (Tess)
"Acorde-me quando chegar a hora de desistir", escrito na camisa de Sam Bell (vivido, literalmente, por Sam Rockwell) logo na primeira cena deste no filme, já deixa bem claro para o espectador a situação em que o personagem vive. Contratado pela empresa Lunar, responsável pela extração de um gás (Hélio) que supre 70% da energia utilizada pelo planeta, Sam cumpre um contrato de 3 anos trabalhando sozinho em uma estação na Lua. "Sozinho", "Lua" e "3 anos" seriam palavras/expressões suficientes para que imaginássemos a situação enlouquecedora que qualquer pessoa viveria. "Enlouquecedora" seria a palavra perfeita para descrever a situação do personagem Sam no decorrer do filme. E "Excelente" seria a minha avaliação do filme, caso não contasse com 2 graves problemas, que serão retratados abaixo.
Com o passar do filme, aprendemos que Sam tem uma esposa e uma filhinha esperando-o na Terra, e assim que seu contrato chegar ao fim, ele será levado de volta para casa. Sua única fonte de relacionamento durante sua estadia é o computador GERTY (voz de Kevin Spacey, um erro, na minha opinião, que será comentado adiante), que o auxilia em suas funções diárias, além de servir como companhia para o rapaz.
A idéia geral do filme é muito interessante, e me atrevo a dizer que o ator que escolheram para tamanha responsabilidade é perfeito. Depois de atuações sempre coadjuvantes e sempre marcantes em diversos filmes (como Frost/Nixon, Homem de Ferro 2, O Guia do Mochileiro das Galáxias e, a melhor de todas, À Espera de Um Milagre), Sam Rockwell consegue uma atuação extremamente sólida e convincente (e pela primeira vez tem a chance de ser protagonista). Não bastasse a dificuldade de criar um personagem que convivesse com a solidão há quase 3 anos, ele teve ainda de criar outro, com as mesmas lembranças, apenas um pouco mais "renovado" (pra quem não viu o filme, este é um convite para assisti-lo).
Mas mesmo assim, há um grande problema por traz da sua atuação: o roteiro do filme. Duncan Jones, diretor e criador da história por traz do longa (que por sua vez é escrito pelo também novato Nathan Parker), tem sua estréia no cinema com este Lunar. E por mais que a crítica mundial tenha rasgado elogios para Jones, ao meu ver, além de sua direção esconder todo o real potencial de Rockwell, ela não consegue consertar um roteiro com falhas notáveis.
Tendo ciência do excelente ator que Rockwell é, Jones poderia e deveria ter explorado muito mais os momentos emotivos do ator no filme. Cenas como, por exemplo, a que Sam consegue contato com a sua filha são cortadas bruscamente (o que remeterá, mais à frente, ao meu comentário sobre a fraca montagem do filme), e ao invés de Jones focar na emoção de Sam (sentimento que deveria estar fortemente ligado a sua loucura), este prefere fazer o corte para mostrar um plano aberto do local onde Sam se encontra e do planeta Terra ao fundo. Por mais que a fotografia desta cena (e do resto do filme) seja belíssima, com uma utilização de iluminação perfeita em todos os ambientes, este momento seria perfeito para valorizar tanto o personagem quanto o ator. No final das contas, Rockwell acaba com uma atuação perfeita no quesito "enlouquecido" e muito regular no quesito "emoção". E isto é imperdoável se levarmos em consideração tudo que Sam descobre no decorrer do filme.
Não podemos, de forma alguma, culpar Rockwell por isto. Como dito acima, os 2 graves problemas do longa são o roteiro e a montagem. A baixa qualidade do primeiro é notada pela falta de coesão da história em si. Há momentos muito próximos com atitudes completamente distintas, perdendo completamente o sentido das cenas. Veja, por exemplo, o momento em que Tess (Dominique McElligott), pela primeira vez no filme, envia uma mensagem para seu marido. Ela está feliz com a volta do mesmo, que ocorreria em 2 semanas, para que, alguns dias depois ela enviasse outra mensagem dizendo que está na dúvida de como está o relacionamento de ambos. Outro momento que estas falhas são notáveis é quando Sam, temendo estar ficando louco, desenha na parede do banheiro smiles para contar os dias que faltam para voltar para casa sendo que, na cena seguinte, ele se entregaria à loucura e começaria a conversar com uma pessoa que não deveria existir. Não faz sentido.
Quanto à montagem (realizada por Nicolas Gaster), entendo que há uma grave dificuldade em montar um filme onde um dublê de corpo está sempre presente, e as trocas de cenas devem ser feitas perfeitamente para que este dublê de corpo sempre aparente ser o próprio ator. Mas de qualquer forma, os cortes nunca conseguem ser orgânicos. Um exemplo claro disso é quando Sam começa a lutar consigo mesmo, onde os cortes são muito bruscos e rápidos. O espectador não consegue entender o que está acontecendo (tudo bem, nós sabemos que ambos estão brigando, mas fica uma briga sem sentido pois você nunca sabe onde está cada um), tudo fica extremamente embolado.
É evidente que estas falhas não podem ser atribuídas apenas à montagem ou ao roteiro. O diretor Duncan Jones está envolvido do início ao fim do projeto, e além dele ser o responsável pela decupagem (ação de levar à tela o que consta no roteiro), ele também decide a versão final da montagem do filme. Por mais que tenha sido apenas seu primeiro projeto, acredito que faltou atenção aos pequenos detalhes que, acumulados, acabaram gerando cenas desconfortáveis no decorrer do filme.
Deixando de lado seus pontos negativos, o filme acerta em cheio em seu design de produção. Com um trabalho exemplar tanto na cenografia, quando na direção de arte e maquiagem (todos auxiliados pela já elogiada fotografia), a estação espacial é criada no intuito de acentuar a situação incômoda (e propícia para a loucura) que Sam vive. Tudo é muito branco, e o único momento em que Sam aparece com uma roupa colorida é exatamente na primeira cena, com os dizeres "Acorde-me quando chegar a hora de desistir" (funciona perfeitamente, além de ser um trocadilho de cores interessante). Não poderia deixar de comentar sobre a maquiagem, que faz um trabalho muito realista ao retratar os ferimentos de Sam.
Saindo um pouco da análise técnica no filme e entrando numa análise lógica (que eu adoro e foi exatamente o que me motivou a criar o TCNF no Youtube), gostaria de fazer uma crítica à história de Lunar. Eu simplesmente não consegui entender qual é a necessidade da existência de uma pessoa trabalhando naquela estação. GERTY, o computador, consegue realizar todas as tarefas que seriam endereçadas ao Sam. E o que me fez chegar a esta conclusão foi o fato de que, mesmo este sendo um robô (ou computador, como queiram), ele tem inteligência o suficiente para tomar atitudes emotivas (como quando ele deixa que Sam saia da estação, mesmo após receber ordens para que não, ou quando ele diz estar preocupado com Sam), o que excluiria a necessidade de um ser humano "por tomar iniciativas que um robô nunca conseguiria". Outro momento que prova a maior eficácia do robô do que do humano é quando este segundo corta alguns fios, e o robô que vai concertar. Volto a perguntar, qual a necessidade de um ser humano numa estação destas?
E para finalizar com as minhas críticas negativas, uma idéia correta e uma escolha errada fizeram com que a voz de GERDY (fundamental para a lógica do longa) acabasse se tornando algo negativo para o filme. A idéia de trazer uma voz com um tom tranquilo é perfeita, exatamente pelo fato de uma voz muito tranquila ser completamente irritante, mas, escolher Kevin Spacey para fazê-la estraga com a lógica. A voz marcante do ator sempre irá nos remeter à sua figura, e acabamos não compreendendo como é viver numa estação daquelas com um robô falando no seu ouvido durante 3 anos. Exatamente por conhecermos o dono daquela voz, nos distanciamos do personagem do filme e somos remetidos ao próprio Kevin Spacey.
No geral: uma atuação competente, extremamente mal aproveitada em um longa com altos e baixos técnicos que, talvez por falta de experiência, não tenha atingido o nível desejado por todos por trás do projeto.
Nota: 2/5
(Abaixo o trailer de Lunar, note a camisa colorida logo no início)
Assisti "Lunar" e ler a crítica de Ícaro me faz rever, sem precisar ver de novo...me reporta ao filme, como se ele passasse em câmera lenta pela minha cabeça...o branco da cena, mistura-se com a provável loucura de Sam e com a angústia do vazio em que ele acha que vive...os erros ficam por conta do "Ícaro crítico". Agora passo a assistir os filmes com mais atenção, mas que eu não vi "de ollhos bem fechados", pelo menos neste último ano,eu NÃO VI.
ResponderExcluirTa bom mamãe
ResponderExcluirFeio, não concordei com algumas coisas da crítica (muito menos a nota), mas não irei me alongar aqui. Primeiro pq faz tempo que vi o filme (uns 2 anos), não me lembro de muita coisa, pretendo revê-lo. Segundo porque tenho prova de cálculo terça, e não estudei ainda... =p (esse é um baita motivo pra não me alongar aqui).
ResponderExcluirSó comento por ora, a sua insensibilidade quanto a trilha sonora. Sonzinho simples, no padrão. De Clint Mansell (o mesmo de The Fontain e Cisne Negro - esse ultimo não tenho certeza). Aproveitando e dando a ideia de critica para The Fontain.
Enfim, quando eu tiver tempo faço minha crítica a sua crítica. Abraços
Bonito, então, o filme me decepcionou sim.
ResponderExcluirE quanto à trilha, não sei se fiz o comentário que eu queria fazer (e to com preguiça de reler a crítica), mas falta um som mais "emocionante" na cena em que os dois Sams estão conversando no "caminhão". É a cena mais bonita do filme, em que ambos trocaram as lembranças que, na realidade, ambos possuem de sua filhinha. A trilha simplesmente pára, fica muda.
Faltou sensibilidade
Discordo (mesmo não lembrando da cena). Acho que o silêncio em muitas cenas dá um tom todo especial à cena. Por exemplo em The Wrestler (O lutador), em que o Randy (Mickey Rourke) conversa com sua filha naquele galpão abandonado, a cena se passa no silêncio - Por sinal a trilha sonora desse é também do Clint Mansell. O silêncio permite que a única coisa que nos emocione, seja justamente a atuação dos atores, coisa que você disse na crítica que não foi bem explorada.
ResponderExcluirRevi essa cena agora, acho que faltou sensibilidade sua cara. Os dois estão no silêncio conversando, e a única coisa que importa é a atuação de "ambos", e o que é dito. >>>> SPOILER >>>> Percebe que a trilha sonora volta exatamente depois que o velho Sam morre, no momento exato, a meu ver. <<<< SPOILER <<<<
Pra mim, filmes (ou cenas) de drama, quando se tem (ou se deseja obter) emoções de boas atuações, o silêncio é muito bem vindo.
Não vejo como regra, não sou fechado a isso. Em o Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (sim, esse é o nome do filme pra quem desconhece), a cena do assassinato em si é acompanhada de uma trilha belíssima de piano, e mesmo True Romance, a cena em que o casal está jurando fidelidade e amor, é acompanhada de Xilofone e pandeiro, e ficou irada. rsr
Mas enfim, tenho que rever o filme pra reler seu comentário e fazer a minha análise mais justa da sua crítica. Essa semana ainda faço isso.
Abraço
Eu concordo nisso: "O silêncio permite que a única coisa que nos emocione, seja justamente a atuação dos atores"
ResponderExcluiras eu sinceramente acho que a trilha sonora é sim fundamental para cenas mais emotivas. Ainda mais neste filme que, na minha opinião, teve uma pegada muito fraca de Duncan Jones, que, repito, não soube aproveitar Sam Rockwell.
Se o diretor não salvou, a trilha poderia ter salvado.
Ah sim, e uma diferença ENORME entre essa cena e a cena de Mickey Rourke. A cena de o Lutador é completamente sofrida, não há o menor pingo de alegria na conversa de Rourke com sua filha.
Na cena de Lunar, os dois relembram, com um enorme carinho, os momentos que tiveram com sua filha. Aqui caberia sim uma trilha sonora. Na cena do Lutador, de forma alguma.
E também há uma linha tênue entre a direção de Aronofsky e a direção de Jones.
e outra coisa, se as coisas que eu escrever ficarem mal escritas é pq aqui eu não faço questão de acertar pontuação ou error ortográficos :D
ResponderExcluir"E também há uma linha tênue entre a direção de Aronofsky e a direção de Jones."
ResponderExcluirrsrsrs - linha tenue foi foda... rsrsr
Ta, a cena do Rourke é bem diferente, as outras que citei também são, foi só exemplo do que tinha dito sobre o silencio, etc, etc.
Mas enfim, gostei da cena sem a trilha durante a conversa. Na verdade, na verdade tem trilha durante, mas eh um som contínuo, meio místico, sei lá, quase um silencio, justamente pra dar enfase na conversa. Enfim... reverei o filme
O filme é chato, cansativo , arrastado. A única coisa que se salva é o ator.
ResponderExcluirNão vi esse filme.... mas legal o lance que vc apontou sobre a voz do robo. verei esta bagaça num futuro proximo!
ResponderExcluirÉ nóis queiroiz
ResponderExcluirporra, fiquei na vontade de ver, nao aguentei e baixei!
ResponderExcluirachei o filme BOM PRA CARALHO!!
Não consegui ver o filme sem notar as falhas apontadas acima. Me dava agonia ver os erros grotescos da história em si... Eu adoro o Sam Rockwell, e, como eu disse, a idéia da história é MUITO boa... Mas o roteiro foi muito mal escrito...
ResponderExcluirE essa porra desse robô deveria estar sozinho na porra da estação... Por isso eu dei 2/5 e não 3/5, odeio falta de nexo nos filmes
=D
tipo, a necessidade dele estar lah, pra mim foi satisfatoria, uma das primeiras cenas do filme mostra o cara tendo q sair pra buscar aquela espécie d cápsula lah na parada que extraia o gás, outra parte também, eh a hora que o robo deixa ele sair pra ver se teve algum problema na parte de fora da base.
ResponderExcluirna parte da mensagem da mulher tb não achei, primeiro, que as mensagens não eram ao vivo, entendi que a própria empresa liberava determinada mensagem de acordo com a sua vontade. depois, a segunda mensagem que aparece, seria pro Sam "novo" e não pro antigo, que era dado como morto
o robo consegue consertar uma rasgãozinho num tubinho dentro de uma quadro no chão da estação, mas não conseguiria remover uma cápsula de dentro daquele caminhão??
ResponderExcluirDa forma como tudo é automatizado acho muito evidente a completa falta de necessidade de ter uma pessoa lá...
Quando a esta cena com a mulher, sim claro que não eram ao vivo, só não to com o filme aqui pra dizer exatamente da cena que eu tava falando
dentro da estação o robo faz a porra toda mesmo, mas na parte externa não. dá pra ver que ele eh ligado ao teto lah da estação, que eh por onde ele se movimenta. já o cara, tinha q buscar o bagulho lah na casa do chapéu!!
ResponderExcluirfora que, apesar do robo ser sinistraço, sempre vai existir o risco de falha mecanica, ou do sistema, tanto que o cara tem o poder de reiniciar o computador e coisas do tipo, como ele faz no final
cade fred pra entrar na discussão? o cara dah a ideia do filme depois sai vuado!!
ResponderExcluirFred peidou.
ResponderExcluirMas cara, a questão não é exatamente AQUELE robo controlar toda a estação. A gente ta falando de um futuro onde a tecnologia é bastante avançada (O robo seria praticamente um IA). A desculpa de ter uma pessoa lá encima não tem fundamento. Não quero dizer que exatamente aquele robô faria o serviço, mas da mesma forma que aquele robo faz tudo na parte interna, outro poderia fazer tudo na parte externa. A desculpa, no geral, de ter um humano é só pra tentar dar fundamento ao filme, mas pra mim simplesmente não faz sentido.
E não só isso, por que 3 anos? Por que isolar um ser humano durante 3 anos na Lua SOZINHO? Reafirmo, não faz sentido. Parece tudo uma grande desculpa esfarrapada pra criar a trama do filme.
tá, mas aih um filme de ficção, futurista, não vai ser bom nunca. a gente vai sempre dizer que alguma coisa podia ser diferente.
ResponderExcluiro futuro que criaram pro filme eh assim, tem robo desse jeito, como vc sabe que poderia existir naquela realidade um robo fodão melhor que esse?
eu me perguntei isso no inicio do filme, o pq dele estar sozinho, mas no fim, sabendo que se tratavam apenas de clones, pouco importava se ele tava sozinho ou nao.
Eu discordo.
ResponderExcluirAcredito sim que, dependendo do contexto, MUITAS coisas não precisam ser explicadas, mas nesse caso tudo parece desculpa esfarrapada.
"o futuro que criaram pro filme eh assim, tem robo desse jeito, como vc sabe que poderia existir naquela realidade um robo fodão melhor que esse?"
Pq não faria o menor sentido se não tivesse. Assim é muito fácil você criar uma história: Como se trata de uma ficção podemos colocar elementos que não tenham lógica (não tenham um fundamento descente para existirem), pois o propósito do filme em si já seria a desculpa pela existência deles.
é cara.. acho que vai de cada um mesmo, o que eu vi me convenceu completamente, mas cada um ve um filme de um jeito, se liga em determinadas coisas ou nao
ResponderExcluirtava pensando aqui agora, e vi que é exatamente o mesmo caso, só que o contrário, quando a gente discutia A Origem (soh que a sua nota eh o 5 e a minha eh 2 no caso, euauahuehuhae), e me liguei que filme de ficção tem realmente esse problema, tem mais dificuldade do que os outros generos pra gerar uma opinião "em comum", pq tem q convencer quem tah vendo que aquela realidade eh possivel, alem da história em sí..
MAS O DEBATE EH O Q VALE NEH LEK!!!!
auhauhauhauahuahuaha
ResponderExcluirconcordo com tudo que você disse agora uahuahauhauahuah
mas é isso mesmo, ficção é foda por isso...
chega né hueheueh
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirBachelor in Informatics (DCC-UFRJ, 1999), Master in Computer and Systems Engineering (COPPE-UFRJ, 2001) and Doctor in Computer and Systems Engineering with emphasis in Artificial Inteligence (COPPE-UFRJ, 2007).
ResponderExcluirAssociate professor at DCC-UFRJ. I was a research associate at the e-services department of the Technische Universität Dortmund and during my post-graduation I worked in research projects related to formal knowledge representation and multi-agent systems.
Esse é o currículo da prof. de computação com quem tive aula neste período primeiro. Ela disse, na aula de apresentação, que a máquina jamais vai substituir o trabalho do homem, pois é deles que vem a programação e tudo o mais e etc, etc, etc.
Mermão, ela disse ta dito...
Necessitaria de séculos e trilhões de dólares pra se chegar a um computador próximo do que a capacidade humana pode fazer. Não, Ícaro, os robos não substituem as máquinas. Não, eu não peidei, só tinha esquecido desse tópico, e nem sabia que ainda estavam o discutindo. E não, não faltou trilha sonora na cena da morte do clone mais velho. E 3 anos acho que era o tempo suficiente para que o clone rendesse o suficiente e não tivesse tempo para descobrir a armação toda. Ninguém em sã consciencia aceitaria um trabalho de 5, 7 ou 10 anos numa estação espacial longe da família. 3 anos acho que seria o máximo do aceitável. E porque não colocariam mais gente? Pois é caro pra caralho. O governo brasileiro investiu, salvo engano, 10 milhões pra mandar o nosso cosmonauta Tenente-Coronel Marcos Pontes, e isso porque pagou barato. Claro que a tendência para o futuro, é de que este valor caia consideravelmente, como já tem caído. Mas o futuro do filme não é tão distante do nosso, provavel que ainda esteja bem caro manter o salário de 2 pessoas ou mais, altamente qualificadas, longe das suas famílias por 3 anos. Em contrapartida, 1 clone sai barato.
"escolher Kevin Spacey para fazê-la estraga com a lógica. A voz marcante do ator sempre irá nos remeter à sua figura, e acabamos não compreendendo como é viver numa estação daquelas com um robô falando no seu ouvido durante 3 anos. Exatamente por conhecermos o dono daquela voz, nos distanciamos do personagem do filme e somos remetidos ao próprio Kevin Spacey."
Então não podemos colocar a voz do Frodo no robo, pois lembraremos do Elijah Wood... opa, acho que é ao contrário... '0õ
Não revi o filme ainda, to com uma infinidade de novos filmes aqui, tenho que ver eles primeiro. No mais, achei esse filme bom a vera, achei sua nota deveras injusta.
E "seu filho da puta inutil, toma tenência nessa vida e vai correr atrás de um curso decente de cinema... sabe que todo crítico de cinema é um cineasta frustrado né? Você é inteligente e gosta de cinema, por mais que discorde da sua visão sobre cinema (e ai entra o que Samael disse: "MAS O DEBATE EH O Q VALE NEH LEK!!!!"), que é bem diferente da minha, mas o importante é que tem iniciativa e gosta do bagulho. (Nesse instante eu citaria uma mensagem do filme Clube da Luta para entender melhor, fica com a cena: aquela cena do asiático na loja de conveniencia - não facilitarei pra vc, se não lembra não vai entender) - Sou escroto 'mermo'!"
Bjundas e abracetas
PS1.: Botei as aspas pra parecer que estava parafraseando alguem, não tem motivo nenhum para elas existirem
PS2.: "encima" é o caralho, pelo amor de Deus, arrume um dicionário...